domingo, 27 de março de 2011

quarta-feira, 16 de março de 2011

Vejo sua fotografia agora.
Estou a cinco metros do chão.
Dez segundos precedem o fim do sonho.

Desejei dizer-lhe  mil  coisas quando acordei .
Falo do amor imaterial:
Aqui não há toque, mas deslocamentos
encontros plenos sem pressa
ao ritmo da música .

Lugar do impossível
onde vivem os contrários
os que se encontram sem nunca se ver

Amor ,

onde o homem por trás das palavras pode me ler.

quinta-feira, 10 de março de 2011

londresparistexas

londresparistexas

                 ( Para  o  Fernando)


O lado de fora sendo feito de ar e isto tendo dito Gertrude Stein,
o que nos pareça estranho seja o futuro ou o real.

Talvez, 
uma pintura não tenha ar nenhum,
uma pintura seja uma tela plana.

O olhar se perde no vazio e ela repete:
Antes da morte qual a resposta?
Antes da morte qual a pergunta?
 

segunda-feira, 7 de março de 2011

prefácio para a infância


Quando criança, sentia atração pela morte. Queria saber do quê se tratava. Nunca entendi o impulso que me levava a encostar uma faca de cozinha no peito  e depois ir dormir temendo os fantasmas que se escondiam atrás da porta, debaixo da cama, dentro do armário, no mundo secreto dos sonhos. Um dia , um menino girando uma colher dentro da boca me encarou e aos poucos deixou escapar umas lágrimas. Eu ali, diante do que Eu significava.

motivo

porque ana, a vida  um dia acaba
mas  tem que ser assim?
tem que ser agora?
você dança, vestida de azul você dança
há noite de outono lá fora.
as folhas caem
o fim sabe de si
ana, para o fim não tem demora:
tem que ser aqui,
tem que ser agora.

domingo, 6 de março de 2011

sabe simone, enquanto degustamos a receita de maria callas me lembrei, me lembro agora de uma coisa que rodrigo me disse: - tem um cara que foi diretor do moma que escrevia assim: compulsivamente. você vai gostar dele. em todo lugar ele escrevia, era "viado", e saia andando pela rua e anotava tudo , uma coisa de fluxo, sabe?
então simone fiquei pensando porque o rodrigo precisou dizer que o cara era "viado", sendo que para mim isso não teria a menor importância e não faria a menor diferença, mas às vezes para o cara fazia e o rodrigo sabendo disso quis me deixar a par . enfim fui conferir essa história e ele tinha mesmo uma coisa rápida que me agrada, que aproxima minha alma. ainda não consegui dar um retorno para o rodrigo, que sumiu da minha vida por enquanto. eu gosto dele, ele é bacana e sensível. entendeu tudo direitinho, entendeu. não sabe disso ainda, talvez jamais saberá. porque estou aqui escondida nesse canto, com os ouvidos atentos ao teclado. você simone ainda está por descobrir que essa crônica existe. talvez depois que eu chegar aí e tomar aquele vinho que vou comprar e degustar a receita de osso buco da maria callas, eu conte para você. depois do vinho tudo pode acontecer.
http://www.germinaliteratura.com.br/booksonline_aversiani/booksonline_aversiani.htm